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SETE FACES DOS POEMAS de CLÁUDIO MANOEL DA COSTA em SONETOS

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INQUIETAÇÕES, INCONFIDÊNCIA E ITABIRISMO FONTE DA IMAGEM: AMAZON   Qualquer amante da literatura, sobretudo dos versos, não tão douto no assunto, teria dificuldade de entender alguma relação entre Cláudio Manoel da Costa e Carlos Drummond de Andrade, para além da mineiridade entre eles.   No entanto, o artigo de Tânia de Assis Silva Capla, Inquietações em Cláudio Manuel da Costa e Carlos Drummond de Andrade: Presságios decoloniais nas poéticas árcade e moderna? publicado em Travessias Interativas, nº 28, volume 13, 2023. Para a pesquisadora do Arcadismo e do Modernismo vê na obra dos dois poetas mineiros algo em comum: a leitura de ambas as poéticas sugere sentimentos de inquietude, o que nos remete ao caráter questionador característico da concepção do pensamento decolonial.   “Passados quase dois séculos desde que Cláudio se engaja em funções acadêmico-políticas e torna-se o poeta inconfidente, motivado pelo inconformismo diante da rusticidade da pátria colonizada, ...

À SOMBRA DE UM CEDRO EU SENTEI E LI: A SEGUNDA MORTE DE SUELLEN ROCHA de CLÁUDIA LEMES

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 FLORES, FALCATRUAS E FANATISMO   SÉRIE: À SOMBRA DE UM CEDRO EU SENTEI E LI OBRA: A SEGUNDA MORTE DE SUELLEN ROCHA AUTORA: CLÁUDIA LEMES EDITORA: AVEC ANO 2020 E-BOOK ADQUIRIDO NA AMAZON. TULIPAS FONTE: GLOBO RURAL A Segunda Morte de Suellen Rocha é o quarto livro de Cláudia Lemes que degusto com sangue nos olhos. Mas é um primeiro que resenho. Antes eu lia, mas não me atrevia escrever sobre o que senti ao ler. Lemes é uma excelente escritora de thriller nacional. Depois de Um Martini Com O Diabo, Eu Vejo Kate I e Eu Vejo Kate II, A Segunda Morte de Suellen Rocha não desperta inicialmente muito frisson. Mas com o tempo tudo vai fazendo sentido e as peças vão se encaixando. AMARILIS FONTE: BLOG DA COBASI A sensação primaveril inicial é florescida com as tatuagens que as quatro jovens, Mariana, Dafne, Suellen e Cacau (Maria Cláudia) fazem em um estúdio de tattoo na cidade vizinha a Jeperi, Mamarapá. Ambas, pequenas urbes fictícias no interior paulista. A partir da mor...

À SOMBRA DE UM CEDRO EU SENTEI E LI: TORTO ARADO de ITAMAR VIEIRA JUNIOR

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ENCANTADOS, CAVALOS E DESENCANTOS FONTE DA IMAGEM: https://www.deviante.com.br/ SÉRIE: À SOMBRA DE UM CEDRO EU SENTEI E LI LIVRO: TORTO ARADO AUTOR: ITAMAR VIEIRA ASSUNÇAO EDITORA: TODAVIA 1ª Edição (2019)   Torto Arado de Itamar Vieira Junior trafega entre o épico e o lírico, em um romance tecido de luta, resistência que nos conduz para a nossa história esquecida dos livros didáticos oficiais. Em certas situações o romance me lembrou O Cortiço. Seria Torto Arado um cortiço rural. Em certo aspecto, sim. O realismo fantástico de Itamar Vieira Junior não serve de escape do naturalismo de Aloísio Azevedo. O realismo fantástico resgata a religião do Jarê, um puro suco, só para usar um termo atual, de sincretismo religioso que une matizes africanas, indígenas com o cristianismo trago da Europa. Em Água Negra, a religião serve de resistência aos desmandos em uma situação que beira ao servilismo. A parte final do livro, aparece o crescente evangelismo trago pela senhora da fazenda, e...

P.E.N.T.E: CASA TOMADA de JULIO CORTÁZAR

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 NAÇÃO, CASA E CORPO FONTE DA IMAGEM: https://lecturia.org/ Série: P.E.N.T.E CONTO: CASA TOMADA AUTOR: JULIO CORTÁZAR OBRA: OS MELHORES CONTOS ESTRANGEIROS (E-BOOK) EDITORA: LEBOOKS (UOL LEIA+) Casa Tomada foi o primeiro conto publicado por Julio Cortázar em 1946, na revista literária Anales de Buenos Aires dirigida por Jorge Luís Borges. Foi incluída na primeira coletânea de contos em livro, “Bestiario”, em 1951.   P DE PERSONAGEM Entramos na casa dos quarenta anos com a inexpressada idéia de que o nosso simples e silencioso casamento de irmãos era uma necessária clausura da genealogia assentada por nossos bisavós na nossa casa . São dois irmãos entrando na terceira idade que não se casaram por motivos diversos, como a morte da noiva do narrador. Não precisavam de dinheiro, vinham dos campos e ocupavam-se com o que dava prazer a cada um. Ela tecia tricô e ele gostava de literatura francesa. Mas a medida que perdia espaço na casa, precisavam de menos tempo nas ati...

CONTO 003 DE 666: ELEGIA de LUIS F. HAIML

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  SÉRIE: 666 CONTOS EM ANTOLOGIAS TREVOSAS CONTO: ELEGIA AUTOR: LUIZ F. HAIML ANTOLOGIA: NECRÓPOLE ORGANIZAÇÃO: JAMES GALLAGHER JUNIOR EDITORA: CARNAGE   FONTE: https://hojepr.com/um-taxi-para-o-cemiterio/   CANSAÇO, VAZIO E DESTINO   O conto é conciso. Revela a ação única do personagem principal. Apesar de ser um enredo factível, a narrativa se prima pela cronologia bem delineada pelo autor.    O tempo é contido em quatro dias. Mas a vida dela, a personagem principal, se passa em três. O quarto é o desfecho da história.   Outro fator relevante na narrativa de Luiz F. Haiml é a entrega na hora certa dos motivos pelas quais a personagem vive aqueles dias de tormento e mistério. Por exemplo, no primeiro dia ele revela a protagonista cansada. Mas não diz o porquê do cansaço. Ela toma ansiolítico para dormir e acha que não conseguirá. Acorda já quase na hora do almoço. No primeiro dia foi de briga entre o corpo e a agonia.   No segundo dia ...

P.E.N.T.E: À DERIVA de HORACIO DE QUIROGA

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Série: P.E.N.T.E CONTO: À DERIVA AUTOR: HORACIO QUIROGA OBRA: OS MELHORES CONTOS ESTRANGEIROS (E-BOOK) EDITORA: LEBOOKS (UOL LEIA+) Rio Paraná (Imagem retirada da internet; https://www.circleofblue.org O RIO, NOSSO CASTELO DE OTRANTO Horacio Quiroga é escritor uruguaio pouco lido no Brasil, mas um expoente da literatura fantástico do lado sul da linha do equador. Este é o primeiro de três contos que resenharemos na série P.E.N.T.E.. Seus contos mais divulgados no Brasil são aqueles que estão na obra Vozes da Selva.   Outro fator é como o gótico latino-americano está ligado à natureza. A selva é neste conto de Quiroga o nosso castelo de Otranto. A narrativa traz pitadas de naturalismo de um Cortiço de Aluísio de Azevedo, mas a coloração envolvente tem a vida em sua angústia, na visão de quem bebeu Poe.   P de PERSONAGEM “O homem pisou algo brando e mole e, em seguida, sentiu a picada no pé” .   O homem é o protagonista da história. Uma personificação que simbo...

CONTO 111 de 666: O BARRIL DE AMONTILLADO de EDGAR ALLAN POE

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  INSULTO, DISSIMULAÇÃO E PRATO FRIO SÉRIE: 666 CONTOS EM ANTOLOGIAS TREVOSAS CONTO: O BARRIL DE AMONTILLADO AUTOR: EDGAR ALLAN POE ANTOLOGIA: HISTÓRIAS SOMBRIAS ORGANIZAÇÃO: RÔ MIERLING EDITORA: ILLUMINARE     Imagem retirada da internet INSULTO, DISSIMULAÇÃO E PRATO FRIO   "O barril de Amontillado" por Edgar Allan Poe, é um conto inspirado em eventos verdadeiros que aconteceram em Castle Island, um antigo forte militar fora do Porto de Boston, em Massachusetts. Quando Poe foi postado lá como jovem cadete no Exército, ele encontrou uma lápide peculiar. Depois de alguma investigação, ele aprendeu a história de um homem que tinha sido murado vivo. Proibido por seu comandante para sempre repetir os detalhes, Poe tomou a trama, mudou o cenário e personagens, e escreveu "O barril de Amontillado".   Uma vingança arquitetada nos seus mínimos detalhes. Este é o mote do conto-mestre para abrir o primeiro tomo de seis do projeto 666 Contos em Antologias Trevosas.  ...